segunda-feira, 5 de maio de 2008

Palavras que nunca te direi

Nestas breves palavras quero apenas mostrar o quanto te amo e o quanto me doi a indiferença, a frieza, a arrogância. Entendo. Muito bem até. Mas o rancor não vai morar no meu coração, porque as grandes histórias não se mastigam, recordam-se apenas com imenso carinho e nostalgia...
Apesar de curta e estranha, a tua passagem na minha vida deixou marcas que nem 15 anos me deram, boas e más. Deste-me e tiraste-me tudo, no mesmo instante.
Mas sabes, um dia vou conseguir cruzar-me contigo sem perder o norte, sem que o meu coração expluda ao ponto de me fazer sentir aturdida... Vou levantar a cabeça e sorrir... e nesse momento vou pensar nas noites que não dormi, no sono profundo depois de um breve e intenso "fazer de amor", nas sardas que contei, na música, na magia, na poesia, nas fotos coladas na parede ou estratégicamente colocadas no chão... no sofá, na cama e no buraco no tecto...
Vou recordar sempre o fôlego que me tiraste logo no primeiro beijo, sem que tivesse tempo de perceber o que se estava a passar... Lembro-me que chorei...
Quero e vou recordar-te infinitamente com carinho. Sempre.

Que (esse teu) Deus te ilumine.

Desta que (estranhamente) te ama

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