sexta-feira, 13 de junho de 2008

13 de Junho - A ti grande amiga, estas são as palavras que nunca te direi

Hoje não te ofereço uma prenda, ou talvez ofereça uma coisa banal, sem grande significado, comparado com este pedaço de papel.
Sinto-te cada vez mais longe. E não é a distância que nos separa, é a largura do rumo da vida.

Sinto-te só, triste, melancólica, como sempre, e eu sinto-me por ti julgada, falada, sinto que te desiludi. Sou eu, minha amiga, no mais puro de mim. Tu foste a única pessoa que esteve perto do meu mais interior e intímo, e cansei-te (não sabes como me doeu ouvir que te cansei...). Só uma outra pessoa entrou tão dentro de mim, mas sem tempo nem espaço e tu, melhor do que ninguém sabes quem foi...
Andaste perto, ou até talvez tenhas quase percebido, e entendo que achasses que precisava saltar fora. É para isso que servem os amigos, para nos abrirem os olhos quando estes não se querem abrir. Tinhas razão, não havia rumo possível ali, e estou a saltar, mas não é fácil, porque não se salta do nosso grande amor, assim, da noite para o dia... É algo maior do que todas as coisas, maior do que o tempo e o espaço, é um olhar de cumplicidade... Mas tu não entendes e não quiseste esperar.
Sigo em frente, como sempre, mas não passa um só dia da minha vida em que não recorde a imensidão do que vivi, contigo a acompanhar. Mas cansei-te...
Hoje sinto que te perdi. A minha grande e única amiga, a única que me ouviu, que chorou comigo, que me leu, que me espreitou as entranhas...
Eu sei que não sou fácil, mas tal como tu só quero ser feliz, mesmo que tenha que desistir do meu grande amor... Resigno-me, mas recuso-me a viver só.
Como sempre te digo, um amigo é alguém que sei que está lá, alguém que pode não estar todos os dias, mas que aparecerá no dia em que o mundo parecerá ter acabado... Eu conto contigo!

Sei que vivo sem tabus, sem regras pré-definidas. Sinto-me muitas vezes fora deste mundinho pequeno e mesquinho, preconceituoso e banal... Irritam-me as regras hipócritas, de paredes fechadas e circos fantasmas. Sei que tu vives nesse mundo. Eu salto fora.
Só lamento que não me aceites tal e qual como sou.

Parabéns!

Desta que te adora

Ana

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