Fui ver e ouvir a Ana Moura. Apesar da chuva, do corpo molhado e do meu humilde conhecimento sobre o trabalho dela, gostei bastante do concerto. O céu não estava estrelado e não me arrepiei como quando ouço a Mariza. A Ana tem sensualidade no palco, mas falta-lhe a Paixão.
Chorei sim, mas depois, quando vi aqueles cachorros stressados enfiados em gaiolas minúsculas num stand ridículo de uma suposta organização protectora de animais. Não deixei passar em branco, já seguiu e-mail de manifesto com o conhecimento da Liga Portuguesa de Protecção dos animais.
Eu sou assim. Esta sou mesmo eu. Dura como o aço, mas também choro por causa da solidão das pedras de uma calçada...
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