quinta-feira, 18 de junho de 2009

Isabel

(Esta estória devia ter sido publicada no dia 13 de Junho, o dia do teu aniversário...)

Olá amiga. Hoje, mais uma vez, é o dia do teu aniversário. Os 33 da mulher adulta e BOA (como dizes alegremente), na alma de uma menina perdida a olhar o luar...
Sim, és tu Isabel, a amiga de sempre que eu deixei fugir, a que esteve comigo nos dias mais agrestes e que me tirou do fundo do túnel, a que aturou a loucura de um amor eterno e impossível, e que mesmo tendo plena consciência disso esteve lá, com a maior paciência. Disseste-me palavras duras que demoraram a digerir, palavras que furaram como facas o meu coração de mãe e de amiga, no lugar mais mágico do mundo depois de Paris... Não fui capaz de entender nesse momento, nem na sucessão imensa de momentos seguintes, ainda hoje me custa aceitar. Prefiro partilhar a razão contigo, porque nenhuma mulher que ama assim consegue não se distrair por breves momentos. Eu vivo entre o sonho e a realidade, tenho que caminhar em mundos pararelos, um real no qual tento ser feliz, outro de alma onde sou plena. talvez não consigas perceber e talvez por isso tivesse que fugir. Nunca mais nada foi igual...

Hoje era dia para festejar, para vestir o melhor decote do armário e brilhar ao passar, o dia do abraço seguro, das gargalhadas abertas e dos bamboleios insinuantes...

Tenho saudades de ti assim...

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