quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sofrer é fodido porque o amor é fodido

Nas entrelinhas, é assim que me sinto. O meio de qualquer coisa que nunca é tudo. O limbo. A base de uma pirâmide invertida. O desassossego preenche-me. E sinto culpa pelo que não sou culpada...

Prefiro cortes radicais, daqueles em que se berra, se acusa, se grita e se desabafa. As conversinhas civilizadas, ou melhor, os silêncios civilizados e os semblantes tristes e pesados, como se a coisa fosse uma sentença de morte para o outro mas "o que posso eu fazer?" só embaciam a coisa.
Sim, é tudo uma questão de desabafo. Limpa-se a alma e siga! Em frente, ou para o lado ou na oblíqua, mas nunca para trás!

Sou uma gaja sensata, justa, não guardo rancor nem a quem me fez muito mal. Prefiro sempre acreditar que toda a gente tem boas razões para justificar as filhas das putices que fazem, os erros que cometem e as punhaladas que me dão pelas costas. Tenho a mania de tentar perceber que trauma de infância poderá ter desencadeado tais atitudes. Às vezes até as pedrinhas da calçada me ajudam a passar por cima. E varro, completamente, todo o gelo que o meu coração vai gerando, de tal forma que esqueço por completo o que me fizeram....

E no fim, a única companhia que tenho é a dos meus queridos e fieis gatos. E é por isso que nenhum homem me fará desistir dos meus patudos. E num "eu ou os gatos" ai garanto que ficam os gatos!


Estou farta de ser a Madre Teresa de Calcutá.


Quanto a ti, meu querido, para além do que já te disse e que estava entalado na garganta, só desejo que sejas feliz, mas de preferência bem longe de mim, para não me magoar mais.

Lamento muito. Já era capaz de te dizer que te amo. E olha que não é tarefa fácil...

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