quinta-feira, 27 de março de 2008

A ti

A ti homem das eternidades
A ti pessoa ignóbil que tens saudades do "umbigo do mundo"
A ti caminheiro arrependido, crente devoto
A ti ser de sempre e para sempre de Paris
A ti que acreditas que Deus era Baiano e Salvador a sua cama
A ti que sentes saudades de me ler mais e mais
A ti que crês que é uma ilusão perder-se a tristeza
A ti que te pariste da Amália e deixas o fado correr-te nas veias
A ti que choras e arrepias no pranto da "Gente da minha terra"
A ti Peter Pan...
A ti nostalgia, a ti cumplicidade, a ti existencialismo, a ti fado...
A ti preto e branco ou retrato a sépia
A ti poeta fingido, de sentimentos crúeis
A ti 4 eternidades, 61 dias, 1464 horas, 87840 segundos
A ti que não mudarias um dígito
A ti que tens uma explicação
A ti que me lês religiosamente
A ti que te proteges e vives doente
A ti que brincas com o mundo e com Deus
A ti que guardas a Amélie num baú ao pé do "rabisco" de Pompidou
A ti que Transas com o Caetano
A ti cavaleiro de máscara, perverso
A ti "coisa", que só existiu na minha imaginação
mas que amei, amo e amarei eternamente...

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