terça-feira, 23 de setembro de 2008

Cheirava a magnólia e baunilha e a luz era sépia...

Não, não esqueci... A porta estava entreaberta, esperavas-me. Eu estava gelada. Não pela noite fria, mas pelo momento, pelo percurso escuro e escondido... O medo... Como se fosse crime amar...
Recuperei o calor no teu abraço, por baixo do teu queixo. Fizemos amor e vi-te dormir... Havia um buraco no tecto...
Nesse dia vi os retratos de Paris, da Scarlett e do Caetano... Cheirava a magnólia e baunilha e a luz era sépia...

[29.6.2008]

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