segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Farrapos...

Não me mates, porque já morri. Não me rebentes, porque já desfiz todas as costuras que havia para desfazer. O luto é necessário e cada um vive-o como pode e sabe. Ai como eu queria morrer de vez! A morte em fracções é demasiado dolorosa! Estarei condenada a viver eternamente? Serei friamente fuzilada ao longo de toda a minha vida?

Hoje vou enterrar alguém e vou lá deixar também mais um pouco do que sinto e vivo em cada segundo... Mais um pouco, aos poucos, vou deixando. Porque tem que ser... Se conseguir...

São farrapos meu bem, são farrapos, a cegueira da alma não mora em mim, são apenas estilhaços do que vejo e sinto e que me dilaceram... Mas por fora eu sou e serei sempre uma heroína! É apenas isso que todos vêem... Foi apenas isso que tu conseguiste ver...

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