domingo, 31 de maio de 2009

Nasci numa pequena aldeia rural. Tive a sorte de brincar com um monte de miúdos na rua e no bosque mesmo em frente a casa. Fiz cabanas nas árvores e comi amoras silvestres. No Outono pisei folhas e senti o craque que faziam. Tive cães, e gatos vadios, que alimentava com o leite e o pão que devia levar para a escola. Fiz cerimónias fúnebres às formigas, moscas e gafanhotos que encontrava sem vida no quintal. As urnas eram caixas de fósforos. Reguei as árvores de fruto e as plantas com água quente porque estava um frio de rachar. Levei para a escola e à sucapa as cortinas do quarto de banho para brincar às noivas. Ofereci o meu shampoo à menina pobre que tinha piolhos. E meias também. Bebi a cevada preta e quente e comi o pão com manteiga que a avó Helena preparava para nós...

Respeito e cuido cada ser vivo que me rodeia. Não posso ser fria e insensível... Pois não?

1 comentário:

RUI BERNARDO disse...

Desistir??, nunca...